notícia | Tem um orçamento apertado?

 

Conheça as bolsas e os apoios ao alojamento

Ser estudante universitário exige, normalmente, uma gestão rigorosa do orçamento. O montante mensal disponível tende a ser muito limitado, pelo que deve haver uma atenção redobrada nos gastos, de forma a não chegar ao final do mês com a “corda na garganta”.

Ter o estatuto de estudante permite-lhe ter acesso a um conjunto de benefícios, nomeadamente promovidos pelo Estado. Por outro lado, existem também várias formas de conseguir ganhar um dinheiro extra. Veja neste artigo alguns exemplos de como poderá economizar no seu orçamento mensal.

 

Bolsas de estudo

Frequentar o ensino superior requer um investimento avultado. Existem vários apoios financeiros, nomeadamente as bolsas de estudo, que permitem aliviar as economias dos seus pais. Normalmente, estes apoios servem para o pagamento de propinas, taxa de matrícula da faculdade, entre outros encargos.

Na página da Direção Geral do Ensino Superior pode consultar todas as informações sobre como concorrer às bolsas de estudo para o ensino superior. A própria União Europeia também disponibiliza várias bolsas se quiser estudar fora do seu país, mas dentro do quadro comunitário.

O próprio município de Vila Nova de Cerveira disponibiliza bolsas de estudo aos alunos mais carenciados do concelho, com o intuito de promover a formação superior dos seus residentes.

 

Outras formas de financiamento

Já tentou todas estas opções e não obteve “luz verde” de nenhuma delas? Não desespere, pois existem outras soluções. Os estudantes podem pedir empréstimos para pagarem as despesas associadas à frequência de um curso universitário, através do sistema de crédito com garantia mútua, cujo fiador é o Estado.

Na prática, o banco com o qual irá acordar o crédito não poderá pedir qualquer garantia complementar, pessoal ou patrimonial. Porém, se o valor solicitado ultrapassar os 15 mil euros, a instituição financeira poderá exigir ao estudante uma livrança, isto é, uma promessa de que a dívida será paga.

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM) existem quatro entidades bancárias que disponibilizam este tipo de empréstimos: Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP, Montepio Geral e o Eurobic.

O crédito especializado para a formação é outra forma de financiamento que o estudante poderá recorrer. Tal como a designação indica, este empréstimo destina-se a qualquer pessoa que queira estudar, tanto em Portugal como no estrangeiro. Geralmente, as instituições financeiras disponibilizam o dobro do montante para quem queira estudar fora do país.

Poderá ser utilizado com várias finalidades: cursos tecnológicos, licenciaturas, pós-graduações, mestrados, doutoramentos, MBA e outros programas de intercâmbio internacional. Poderá ainda ser usado para projetos de empreendedorismo ou ajudas de custo associadas a despesas de deslocação, propinas, aluguer de casa fora do local de residência, entre outras.

Existe um conjunto de vantagens relacionadas com este tipo de crédito, nomeadamente: financiamentos até 100%; a possibilidade de amortizar apenas os juros durante 6 meses; e beneficiar de prazos de pagamento.

 

Alojamento estudantil

O alojamento é hoje um desafio para os estudantes universitários, não só pela dificuldade em encontrar um quarto à medida ou pelos preços avultados que são pedidos.

Se, por um lado, muitos estudantes optam por ficar em casa dos pais ou de outros familiares, existem outros que, devido à distância do estabelecimento de ensino em relação à sua localidade de origem, acabam por ter de procurar um lugar para ficar.

Porém, devido ao boom do setor imobiliário em Portugal, os estudantes acabam por ter sérias dificuldades em encontrar um sítio para viver.

Embora sejam escassos, já existem alguns apoios no que toca ao arrendamento jovem. A partir do ano letivo de 2018/2019 os alunos que estudem a mais de 50 quilómetros de casa podem indicar na declaração de IRS do agregado familiar o valor da renda e deduzir uma parte como despesa de educação.

Para ter acesso a este benefício, o estudante terá de cumprir um conjunto de requisitos, nomeadamente comunicar à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) a sua condição de “Estudante deslocado”. Além disso, o estudante não poderá ter mais de 25 anos e terá de exigir ao senhorio que passe um recibo de renda eletrónico.

 

Porta 65 Jovem

O Estado português lançou, em 2007, um programa de apoio ao arrendamento jovem. O Porta 65 nasceu com o intuito de facilitar aos jovens o acesso à habitação num regime de arrendamento. Se tiver entre 18 e 35 anos, quer seja um jovem isolado ou em coabitação, poderá beneficiar este incentivo estatal.

Caso a sua candidatura seja aprovada terá acesso a uma subvenção mensal durante 12 meses. No entanto, após este período poderá apresentar novamente a sua candidatura, podendo beneficiar deste apoio até ao máximo de 5 anos.

 

Empréstimos bancários com condições especiais

Se, porventura, estiver a pensar em se fixar na localidade onde estuda e chegar à conclusão que lhe compensa fazer um investimento a longo prazo e adquirir uma casa, saiba que os bancos em Portugal oferecem condições especiais de financiamento aos jovens.

Atualmente, o Crédito Agrícola é a única entidade bancária que oferece um crédito habitação especializado para jovens, com idades compreendidas entre 18 e 30 anos. No entanto, existem também outras instituições que disponibilizam condições especiais para jovens que queiram comprar casa. Essas vantagens vão desde obter uma bonificação no spread a prazos de pagamento mais alargados, que se traduzem em prestações mensais mais reduzidas. Mas atenção: o custo total do crédito (MTIC) será mais elevado à medida que o prazo aumenta.

Independentemente da sua situação financeira, analise bem todas as opções e poderá ter acesso a um conjunto de vantagens que o ajudarão a economizar ao final do mês.

 

Este artigo foi produzido pela ComparaJá.pt, uma plataforma de comparação de produtos financeiros, dando especial destaque aos estudantes da esGALLAECIA.