Código
A43

Unidade Curricular
História e Teoria da Conservação e Restauro

Área Científica
HUM

Periodicidade
Semestral

Semestre
8º semestre

Horas Totais
84

Horas de Contato
40

Tipologia
Teórica

ECTS
3


Resumo
Desenvolvimento de problemáticas relativas ao património, conservação e restauro, aprofundando a origem, os princípios e os conceitos estruturadores de processos para a defesa do património, relacionando cartas e recomendações internacionais que articulam orientações para os critérios e métodos de intervenção. Consolidação de estratégias para a conservação do património, respetivos graus e princípios de conservação, e importância dos valores e significados do património.

Objetivos de Aprendizagem
Potencializar conhecimentos para a compreensão do significado de conservação do património cultural, fundamental para a interpretação de cartas e recomendações internacionais. Consolidação do conhecimento relativo à História e Teoria da Conservação e do Restauro, por meio de definição de conceitos e terminologia. Dotar no estudante a fundamentação teórica que justifique o ato de intervir em património, distinguindo graus, métodos e critérios de intervenção, da conservação prática. Consolidar o conhecimento para observar e interpretar a intervenção no património, contribuindo para a capacidade de reflexão crítica do estudante e sua fundamentação teórica para a intervenção.

Conteúdos Programáticos
TEMA 1. Origem e conceitos de património e conservação: evolução do conceito de património e do significado de conservação.

TEMA 2. Introdução à intervenção no património: conservação e restauro; conservação preventiva ou indireta; intervenção direta.

TEMA 3. Desenvolvimento das bases contemporâneas de conservação e restauro: restauro arqueológico; restauro estilístico; restauro romântico ou ‘conservação estrita’: restauro histórico e restauro filológico; restauro científico; restauro crítico.

TEMA 4. Teorias da conservação no séc. XX: da Teoria dos Valores Patrimoniais de Alois Riegl; à Teoria do Restauro de Cesare Brandi; à especificidade do restauro arquitetónico de Gustavo Giovannoni; ao contributo de Bernard Feilden e de Jukka Jokilehto.

TEMA 5. Graus de intervenção no património: conservação; preservação; conservação preventiva; manutenção; consolidação/estabilização; restauro; recuperação; reabilitação/renovação; revitalização; regeneração; reconstrução; anastylosis; reprodução/réplica.

TEMA 6. Cartas e recomendações internacionais do património arquitetónico: Carta de Atenas (1931); Carta de Veneza (1964); Normas de Quito (1967); Convenção de Paris (1972) e ‘Outstanding Universal Value’ (OUV); Declaração de Nairobi (1976); Carta de Burra – Austrália (1979); Carta de Washington (1987); Carta de Lausanne (1990); Documento de Nara sobre Autenticidade (1994); Carta Internacional sobre Turismo Cultural (1999); Carta do Património Vernáculo Construído (1999); Carta de Cracóvia (2000); Carta do ICOMOS (2003).

TEMA 7. Princípios de intervenção no património: autenticidade; integridade; universalidade; neutralidade; reversibilidade; mínima intervenção; unidade; equilíbrio entre princípio estético e princípio histórico, etc.

TEMA 8. Significado e valores associados ao património: valores emocionais (valor de identidade, de continuidade; simbólico, sentido espiritual, etc.); Valores culturais (de documento, histórico, arqueológico ou temporal, estético ou arquitetónico, valores ambientais ou ecológicos, valor tecnológico, científico, etc.); Valores de uso (funcional, económico, social, educacional, político, etc.).

TEMA 9. Organismos internacionais dedicadas à proteção do património arquitetónico: UNESCO; ICOMOS; ICCROM; Conselho da Europa.

TEMA 10. Metodologia de intervenção no património: documentação; interpretação; avaliação do significado; avaliação da condição física; critérios de intervenção; avaliação e monitorização; manutenção; falta de metodologia ou interpretação incorreta.

Metodologia de Ensino
A metodologia de ensino assenta em aulas teóricas de carácter expositivo, apoiadas por debates, incentivando a capacidade de avaliar, conhecer, fundamentar e argumentar sobre a intervenção em património. A metodologia promove uma aprendizagem progressiva, mas com orientação direcionada por parte do docente, solicitando que os estudantes fundamentem os respetivos trabalhos de pesquisa. A aprendizagem consolida-se no trabalho escrito, em aulas de exposição de conteúdos e, eventuais, visitas de estudo. Os estudantes examinam, individualmente e/ou em grupo, imagens e documentos bibliográficos disponibilizados pelo docente. A metodologia concorre, em termos gerais, para o ensino sistemático e crítico.

Método de Avaliação
O docente afere, aula a aula, o envolvimento e compromisso do estudante com a UC, verificando a progressão e os níveis de aquisição de conhecimentos. A avaliação resulta do desenvolvimento e entrega de um trabalho escrito de pesquisa individual e realização de um teste escrito. Cada momento de avaliação é acompanhado por enunciado que enquadra as questões a dar resposta pelos estudantes.

Bibliografia
AGUIAR, José (2002). Cor e cidade histórica. Estudos cromáticos e conservação do património. Porto : FAUP Pub. ISBN 972-9483-47-7. Cota BDC: 72.025 / A 227 c.
FEILDEN, Bernard (1994). Conservation of Historic Buildings. Oxford: Butterworth-Heinemann.
GONZÁLEZ-VARAS, Ignacio (2005). Conservación de Bienes Culturales – Teoria, historia, principios y normas, Manuales Arte Cátedra. Madrid: Ediciones Cátedra. ISBN 978-84-376-1721-3. Cota BDC: 72.025 / G 652 c.
JOKILEHTO, Jukka (1986). A History of Architectural Conservation, The contribution of English, French, German and Italian thought towards an international approach to the conservation of cultural property. York: The University of York.