Código
A13

Unidade Curricular
Projecto – Habitáculo

Área Científica
DPA

Periodicidade
Semestral

Semestre
3º semestre

Horas Totais
364

Horas de Contato
160

Tipologia
Teórico-Prática

ECTS
13


Resumo
Desenvolvimento da unidade espacial primordial – a habitação – valorizando os aspetos essenciais que estão na base da sua constituição, investigando, interpretando e equacionando o conceito e o projeto de um habitáculo. Consolidação do processo de análise sobre elementos e formas estruturantes para a configuração social, cultural e antropológica da relação entre habitáculo e envolvente e respetiva articulação com o contexto e sistemas de transição: interior e exterior; público, semipúblico, semiprivado e privado; contentor e conteúdo: dentro e fora.

Objetivos de Aprendizagem
Compreender o âmbito de noções semânticas como abrigo/refúgio e suas implicações espaciais. Entender níveis e características associadas à ideia de conforto, intimidade e apropriação da célula habitacional. Analisar problemáticas relativas a elementos constituintes da habitação como unidade espacial primordial. Investigar diversas estruturas espaciais domésticas em contextos culturais, simbólicos e sociais distintos. Relacionar habitáculo e lugar a partir de matrizes antropológicas, geográficas e históricas. Desenvolver programaticamente tipologias e respetivos usos e modos de apropriação. Consolidação dos instrumentos e das metodologias de abordagem ao projeto de arquitetura. Desenvolver o processo criativo, privilegiando o desenho e a maqueta como instrumentos de experimentação.

Conteúdos Programáticos
O sítio: a escolha do sítio como ato de projeto – empatia do lugar; a topografia e a inserção no terreno; orientação e exposição solar; proteção de ventos, chuvas ou outros elementos naturais; redesenhar o sítio com o desenho do habitáculo; entre o exterior e interior – estabelecimento de uma aproximação entre a rua e o habitáculo. O programa: levantamento e análise das necessidades de um sujeito concreto no estabelecimento de um espaço doméstico; caracterização funcional e sensorial de diversos espaços da habitação; organização de diversos espaços entre si ou suportados por elementos de ligação. Do exterior ao interior: o acesso ao habitáculo como definição do percurso gradual de intimidade – da rua ao quarto. Exemplos de articulação de espaços e formas na entrada do espaço doméstico; os elementos formais e espaciais de transição entre o público e o privado – exemplos de aplicação de elementos. A habitação antropológica: exemplos distintos da constituição do espaço doméstico em diferentes culturas; a residência como a formalização de hábitos de vida; A temática da casa portuguesa (Raul Lino). A construção do espaço doméstico: a ideia e o estabelecimento do conforto; A materialidade do espaço doméstico e dos seus limites – interior/exterior. A habitação contemporânea – exemplos desde o Movimento Moderno à atualidade.

Metodologia de Ensino
A aprendizagem assenta no formato de atelier (laboratório de arquitetura), através da experimentação em projeto e respetivo apoio teórico, com acompanhamento individual dos estudantes por parte do docente. Recorrendo a instrumentos, ferramentas, técnicas e tecnologias, a metodologia de ensino desdobra-se em abordagens racionais e fenomenológicas, combinando âmbitos do pensamento fundamentado com domínios sensitivos e da perceção. Os conhecimentos são transmitidos em trabalho prático, aulas de exposição de conteúdos, eventuais visitas de estudo exploratórias, possível trabalho de campo estruturado, seminários, organização programática do projeto, com particular atenção à capacidade de comunicação visual, escrita e oral das propostas. As estratégias de ensino-aprendizagem respondem à especificidade dos exercícios indicados, com sessões multimédia de debate para reflexão individual e/ou em grupo.

Método de Avaliação
O exercício é avaliado em três momentos definidos, aos quais correspondem outras tantas fases de desenvolvimento das propostas de projeto concretizadas pelos estudantes. O método de avaliação é contínuo, em que o docente afere, aula a aula, o envolvimento e compromisso do estudante com a UC, verificando a progressão da aprendizagem – podendo registar, sessão a sessão, os níveis de aquisição de conhecimentos que os estudantes vão revelando no aprofundamento dos seus projetos. Os momentos de avaliação contemplam a entrega e apresentação individual dos elementos, escalas e informação produzidas pelos estudantes para o efeito. Cada momento de avaliação é acompanhado por enunciado que enquadra as problemáticas a dar resposta para a respetiva etapa do exercício.

Bibliografia
BACHELARD, G. (1967). La poétique de l’espace (5ª ed.). Paris: Presses Universitaires. Cota BDC: 72.01 / B 119 p
FERNÁNDEZ-GALIANO, L. (1988- ). Arquitectura Viva 64 (1999) ; 112 (2007) ; 114 (2007) Madrid: A. V. Cota BDC: R. Arq. Viva / A 795 / V. 64, 112, 114
LINO, R. (1992). Casas portuguesas: alguns apontamentos sobre o arquitectar das casas simples (10ª ed.). Lisboa: Cotovia.
OLGAY, V. (1998). Arquitectura y clima. Barcelona: Gustavo Gili. Cota BDC: 72 : 502 / O 38 a
ZEVI, B. (n. d.). Saber ver a arquitectura. Lisboa: Arcádia. Cota BDC: 72.01 / Z 61 s